quarta-feira, maio 30, 2007

Amando amanda

Ao mar amado
Amando amanda
Mando-me
Ao mando de quem amo
Amo amanda
Amo-me amando
Mando e desmando
Nesse amor desumano

domingo, maio 27, 2007

Passado é Passado

Não sei o que falou, nem quero mais saber do que falei...
Quero saber do que falo agora...
Um silêncio profundo, um momento em que o mundo. Pararia por uma hora.
Som singelo esse de quem some soprando baixinho no meio ruidoso, de quem troca inteligentes frases que transformam nossa história.
E fazem história
Transforma então essa, em que duas almas, que: "quem sabe do que são?", atormentadas passem então ao lado amado e amável agora!
Ah... Quem me dera pra lá ter passado, mas quem sabe num próximo instante
Não acontece esse erro acertado no coração de um amante ou, quem sabe, uma amante?

Amantes são os que amam
E que são amados.
Namorados namoram
Casais casam

Não me interessa a vida infrutífera
Dos que se perdem e se pegam em dionisíacas noites depravadas
Usam-se e usam outras ... nessa Droga.
Prefiro os que se perdem dos outros
Pois busco os frutos
Doces, vivos e deliciosos
E viver apenas a vida e suas glórias

sexta-feira, maio 18, 2007

Indo E Vindo (Paixão)

Sofro por ter de deixá-la ir
E sofro por ter de te ver partir
Faço sofrer seu sôfrego coração
Me perco nas incertezas insólitas de minha solidão
Morro um pouco, talvez metade
Mas, morro! Morro em vão
Não à mim, Não, ao meu avaro perdão
Perco em dizer que sim
Perco-te por ter de dizer não

quinta-feira, maio 17, 2007

À-Mor-destino


Morto,
Enterrado,
Destruido!

Sujo,
Cuspido,
Cupido!

No chão,
Chorão
Pisoteado
Fudido...

quarta-feira, maio 16, 2007


Talvez nunca mais seja lido
O Livro por traz do embrulho
Perdida pra sempre as letras
Esquecidas na poeira de uma prateleira.
Sorte terá se te comerem as traças
Pra tirar-lhe de vez desse tédio!
Ou quem sabe nao te rouba
Um dos bebados rotineiros de teu novo lar.
Nobel querido,
Sinto-me como se jogas-te ao mar!

sexta-feira, maio 11, 2007

Sólida solidão

Levanto da cama e é como se estivesse deitado
Ao caminho do trabalho passo pelo poste e é como se não

estivesse lá

Arrasto-me como um corpo oco o qual não encontra seu lugar
Choro, mas lagrimas não caem
Não sinto nada, só a falta

Passo suave pelos caminhos
Sentindo não sentir nada
Sento ao sol para me aquecer
Mas o frio sólido de meu peito não se aquece com seus raios
As coisas já não tem mais Cores
As belas moças já não são tão belas
A comida já não tem mais gosto
A música perdeu sua melodia e não tem mais ritmo
As Vozes estão mudas
Por dentro só há o vazio
Há um pedaço de mim que não quer voltar

Leon Latour

"se queres gozar a solidão

magnífica das estrelas e das flores, rompe com todos os homens,
desliga-te

de todas as mulheres.

Não busques
a companhia de ninguém.

Não te inclines
sobre dor alguma

Não participes
da alegria alheia"

Omar Khayyam