quinta-feira, novembro 08, 2007

Lã, jogo, tempo, Sou de espadas

Todos os segredos são revelados pelos cacos que fazemos questão de deixar por ai. Gostamos de testar sua couraça e nos fortalecer achando que atamos bem os nós. sabemos que isso atrai, sabemos, pois as pistas deixadas é para que venham até nós. Damos a ponta de de um grande novelo de lã achando que essa linha nunca vai terminar. Olhamos distante, bem distante, mas apenas para o que já passou. Por mais que tentemos, não podemos e nem sabemos quando termina essa linha. “U Fruto”. Por um momento achei que poderia desembaralhar o carteado, mas vi que as cartas estavam marcadas e que já não haviam mais cartas de espadas. Era inútil jogar, ninguém conseguiria virar era um empate certo. Por um momento acreditei, pois tinha cartas de copas nesse jogo, mas depois vi como seria frágil o castelo construído com este meio baralho já tão surrado e amassado, e lembrei que as cartas de copas eram minhas, , o outro naipe que compunha a mesa era o de ouros. Inviável, todos sabemos qual naipe mais vale em um Jogo de pôquer. Mas me fazem falta as de espadas. Acho que por uma questão de intimidade, sem elas esse jogo para mim não faz mais sentido e além disso, meu trunfo, o As (de famoso sobrenome) em minha manga não podia entrar em jogo. Não me culpem por te-lo, o jogo estava todo marcado e quando entrei já sabia.

-- Enquanto aos novelos, cordões e barbantes?
-- Não deu para desfazer os nós, mas já foi todo desenrolado.
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