segunda-feira, maio 24, 2010

Sábado

Sábado de manhã
Andando não sei pra onde,
Sem rumo

Reparo pelos caminhos
Olho a paisagem
Não me permito qualquer destino

Rumo para onde todos se encontram
Ando como todos andamos
Com todos que andam

Todos andamos
Em um sábado sem sentido
como em todos os outros dias

Andamos
Enquanto estamos
enquanto somos

vivos

Me pergunto o que seria se não existissem as leis
Quais leis teríamos?
De que valeria tudo que carregamos
empunhando
exibindo

Não teríamos

Talvez, mas só talvez

Seríamos...

como em um sábado sem destino.
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